Pensões herdadas com os dias contados
Economia
Pensões herdadas com os dias contados
O bom desempenho da economia brasileira e a proximidade de um novo governo formam um cenário propício para reacender assuntos polêmicos ligados à Previdência Social. Pouco a pouco, o ministro Carlos Eduardo Gabas vem colocando os temas em pauta: aumento da idade mínima para aposentadoria, unificação dos regimes dos servidores públicos com o geral e continuação da contribuição previdenciária dos servidores inativos. Os itens mais recentes são o desconforto em relação ao acúmulo de benefícios, que praticamente só existe no Brasil, e as pensões herdadas por cônjuges.
Gabas encomendou estudos internos na Previdência para ter números que possam dar respostas sobre qual caminho seguir. No mínimo, a expectativa é de que seja feito um retrato da situação, já que nem todos os dados atuais podem responder a todas as dúvidas. Enquanto levantamento não sai, o ministro colhe avaliações informalmente. Ele mesmo não se compromete com posições, mas deixa passar alguns sinais sobre sua visão ao citar exemplos.
De acordo com o anuário da Previdência de 2008, o mais recente disponível, 3,7 milhões de pessoas recebiam naquele ano pensões por morte de cônjuge, companheiro ou ex-cônjuge - a maioria significativa é de mulheres (3,4 milhões). O total de pagamentos previdenciários por morte - incluindo filhos, pais, irmãos, além do próprio cônjuge - é feita a 6,5 milhões de beneficiados e o número geral de benefícios do INSS é de 23,1 milhões.
Ajuste - Avesso à palavra reforma, o ministro quer tratar das discussões como ajustes administrativos, sem passar por transformações constitucionais. O diagnóstico sobre diferentes temas ligados à Previdência será entregue ao presidente Lula em dezembro e visa a garantir a sustentabilidade da Previdência. O documento será passado ao próximo presidente.
O ministro tem aberto outras questões. Recentemente, deixou claro que, após as eleições, lutará contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que aprova o fim da contribuição dos servidores inativos. O texto foi aprovado na semana passada,
O ministro afirma que uma avaliação a respeito da idade mínima é uma questão de justiça previdenciária, pois a população está envelhecendo. “Minhas filhas vão viver mais de 100 anos e se elas se aposentarem aos 50, vão fazer o que neste período, que ainda é de grande produtividade”, questionou, na semana passada. Além disso, ele também cita outro ponto polêmico: o de tornar, cada vez mais próximo, o regime geral e o dos servidores. Há, no Congresso, uma proposta para criar o fundo de pensão do funcionalismo.
“Queremos que isso seja aprovado logo”, comentou. Ele garante que qualquer mudança a ser realizada não afetará as pessoas que estão próximas do período de aposentadoria. “Quem for se aposentar em cinco ou dez anos não sentirá qualquer mudança”.
Últimas
10:7:27 - Política
Os olhos verdes de Wagner já não seduzem como antes.
9:26:26 - Política
ITAPETINGA - VISITA DE WAGNER FOI UM FIASCO
9:19:23 - Política
Jaques Wagner político de duas caras diz Geddel
9:2:21 - Religião
Voto Cristão é o Voto Consciente!
17:37:10 - Religião
CNBB pede que fiéis não votem em Dilma
8:52:58 - Educação
Xique-Xique inaugura mais uma grande Creche
17:21:27 - Saúde
O câncer de mama - câncer cor-de-rosa
17:18:12 - Gente
Mais sexy depois dos 30 - Cláudia Leitte
17:15:55 - Nacional
Nova identidade com chip será imune a falsificações
17:13:23 - Religião
Semana da Família em todas as Dioceses do Brasil
© Folha da Bahia On Line 2007-2009 ® Todos Direitos Reservados
Redação: 3641-7771