Digite o assunto ao lado
 

Publicidade

Shopping JFB

Mineirão Mineirão na moda em todas as estações

Di  ÓculosDi ÓculosAqui você pode!

Capa Folha da Bahia Maio 2008


Sem enquete no momento!

 Segunda-Feira, 06 de Setembro de 2010 
Bahia

EMBANANAMENTO POLÍTICO-ELEITORAL


Samuel Celestino

18:56:22 de 22/07/2010

EMBANANAMENTO POLÍTICO-ELEITORAL

 

 

Estabeleceu-se, no País, uma espécie de patrulhamento envolvendo as campanhas regionais e a nacional para a Presidência. Normalmente, uma campanha nada tem a ver com a outra porque, tradicionalmente, os partidos no Brasil têm características regionais. É uma realidade que vem lá da República Velha, pré-Revolução de 30. Cada unidade federativa tem as suas peculiaridades, daí as dificuldades para unir, estabelecendo um vínculo entre as campanhas presidencial e as dos Estados. Na Bahia existe um diferencial que não se reporta às legendas, mas sim a um nome: Lula.

 

O governador Jaques Wagner se elegeu em 2006 porque vinculou seu nome a Lula, na base do “dois é um”. A popularidade do presidente, tentando a reeleição, carregou o candidato a governador, embora não se possa abstrair ou afastar fatores outros que influíram, e muito, aquela eleição. Primeiro, se mentindo eu não estiver, a competência eleitoral de Wagner, que já havia sido candidato em 2002 e foi derrotado por Paulo Souto; segundo uma fadiga que se alastrou em relação ao carlismo, que se perpetuava no poder. A ordem, se quiserem, pode ser invertida.

 

O próprio senador, que foi reverenciado anteontem com uma missa na Igreja da Vitória ao completar três anos de morto, escolheu, sem consultar absolutamente a nenhum correligionário, nem mesmo a Souto, a chapa, de cabo a rabo. Naquele momento, Paulo Souto não foi uma escolha, e sim uma imposição da realidade: só havia ele com possibilidades de vitória.

 

Os demais integrantes, inclusive o senador (Rodolpho Tourinho) foram anunciados num programa de televisão.

 

Direto ao público, sem passar pelos correligionários ou pelo partido, o então PFL.

 

O atual governador colou sua imagem à de Lula e deu certo. Não regionalizou. Nesta campanha, além de Lula, ele somou Dilma. Não que Dilma carregue votos, porque votos ela não tem. Será votada e poderá chegar à Presidência através da força políticoeleitoral do fenômeno Lula. Assim, o governador que tenta a reeleição incluiu Dilma na sua propaganda, além dos candidatos ao Senado.

 

Diferentemente, Paulo Souto não integrou, pelo menos até agora, o candidato tucano José Serra, como pode ser observado no seu comitê eleitoral, onde estão ausentes também, creio que num equívoco, os nomes dos candidatos ao Senado, José Carlos Aleluia e Zé Ronaldo. Aparece, no entanto, o do vice Nilo Coelho, esse, sim, dispensável, porque não será votado.

 

Acompanha a sorte do candidato ao governo.

 

Geddel Vieira Lima também usa a imagem de Lula, porque tem direito, já que o PMDB, seu partido, é o principal aliado do PT nacional. A legislação, até aqui, não permite a utilização por ele da imagem ou da voz de Dilma.

 

No mesmo raciocínio anterior, sem problemas. Pior para Dilma. Para Geddel quem vale (suposição minha) é Lula que é puxador de votos e não Dilma que vai a reboque.

 

Esta realidade, convém registrar, é nacional. Na Bahia, José Serra está bem, embora perdendo para Dilma (Lula), mas não com grande diferença, segundo as pesquisas divulgadas.

 

Em outras unidades federativas, o mesmo acontece, como Minas Gerais, por exemplo. Lá, Aécio Neves, candidato ao Senado, aparece colado com seu candidato a governo, Anastásia (pode ultrapassar Hélio Costa, o líder, candidato pelo PMDB) e se junta a Serra apenas na propaganda eleitoral.

 

Serra lidera em Minas. No entanto, não é muito citado nos eventos políticos aonde Aécio, o puxador de votos, e o seu candidato ao governo Anastásia são homenageados ou se empenham para ser. Esta realidade, que é nacional, leva à suposição de que a campanha eleitoral vai pegar fogo e arrebatar, assim como, creio, também a daqui, corrida liderada (anotam as pesquisas) por Wagner (se eu não estiver mentindo). Como me referi, no início desta análise, essa situação é resultante de uma singularidade do sistema político-partidário brasileiro e do vai-e-vem institucional do País, cujo pluripartidarismo, vez por outra, é abalado. Aconteceu na Revolução de 30, que deixou a República Velha para trás, e no Estado Novo, de Getúlio Vargas.

 

Ganhou nova configuração com a redemocratização, a partir da Constituição de 1946; foi arrebentada pelo golpe militar de 1964, consequentemente, pela ditadura, que estabeleceu o bipartidarismo.

 

Renasceu, com novos partidos, com o fim do regime dos generais e o nascimento da Nova República, de Tancredo Neves.

 

Observem a mixórdia. Os partidos não conseguem se tornar legendas com tradição nacional. Não convém, sequer de longe, comparar com os partidos Democrata e Republicano, dos Estados Unidos, nem com o sistema inglês.

 

Aqui, em Pindorama, cada unidade federativa tem a sua realidade. Os partidos nos Estados formam coligações diferentes da nacional. Algumas, à primeira vista, absurdas.

 

O Brasil jamais terá partidos sólidos enquanto não houver uma Reforma Política séria que estabeleça a obrigatoriedade da verticalização, de modo que o apoio aos candidatos à Presidência tem, obrigatoriamente, que se repetir nos Estados.

 

O que acontece por essas bandas são alianças forjadas no interesse político e pessoal que desvirtuam o sistema eleitoral. O desvirtuamento é tal que passou a valer a qualidade dos candidatos, e não a qualidade dos partidos.

 

Se você pegar todos eles, os partidos, fizer um pacote bem amarradinho ou coloca-los num saco e lançar na maré, não estará cometendo o erro de misturar alhos com bugalhos. São iguais. Filhos bastardos de uma legislação torta.

 

Diria, retornando a um bordão antigo que costumo repetir: “na corrida para os cofres públicos todos os gatos são pardos”. Assim, são os partidos gatos pardos. Não sem razão os políticos pulavam como macacos de galho em galho, mudando de legenda conforme a conveniência de cada um, até que o TSE colocou ordem (nem tanto) na baderna.

 

Melhor, então, escolher pelo nome, pelo candidato, considerando a sua competência (pode-se errar) e a imagem que ele transfere ao eleitor, e não pela legenda a qual está vinculado.


BAHIANOTICIAS

 Últimas

10:7:27 - Polí­tica
Os olhos verdes de Wagner já não seduzem como antes.


9:26:26 - Polí­tica
ITAPETINGA - VISITA DE WAGNER FOI UM FIASCO


9:19:23 - Polí­tica
Jaques Wagner político de duas caras diz Geddel


9:2:21 - Religião
Voto Cristão é o Voto Consciente!


17:37:10 - Religião
CNBB pede que fiéis não votem em Dilma


8:52:58 - Educação
Xique-Xique inaugura mais uma grande Creche


17:21:27 - Saúde
O câncer de mama - câncer cor-de-rosa


17:18:12 - Gente
Mais sexy depois dos 30 - Cláudia Leitte


17:15:55 - Nacional
Nova identidade com chip será imune a falsificações


17:13:23 - Religião
Semana da Família em todas as Dioceses do Brasil


| Assine | Anuncie | Classificados | Fale Conosco | Parceiros: |

© Folha da Bahia On Line 2007-2009 ® Todos Direitos Reservados
Redação: 3641-7771

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha da Bahia Online.
Desenvolvido por: Jean Ricardo